A Crise de sucessão após o martirio de Joseph Smith
Após o martírio do Profeta Joseph Smith e de seu irmão Hyrum em 27 de junho de 1844, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias enfrentou um momento decisivo: quem deveria assumir a liderança da Igreja? Joseph não havia designado de maneira pública e inequívoca um sucessor, o que levou a um período de incerteza entre os membros. Vários líderes reivindicaram autoridade, incluindo Sidney Rigdon (então conselheiro na Primeira Presidência), James Strang, William Smith (irmão de Joseph), entre outros.
Sidney Rigdon argumentava que, como remanescente da Primeira Presidência, deveria servir como “guardião” da Igreja. No entanto, Brigham Young, presidente do Quórum dos Doze Apóstolos, defendeu que a liderança da Igreja havia sido delegada aos Doze por Joseph antes de sua morte, e que a autoridade profética residia naquele corpo apostólico. Em uma reunião marcante em Nauvoo, muitos dos presentes testemunharam uma poderosa manifestação espiritual — relatando que a voz, aparência e presença de Brigham Young se assemelhavam à do próprio Joseph Smith. Esse evento fortaleceu a convicção de muitos de que o Senhor havia confirmado Brigham como o líder designado.
Apesar da dissidência de alguns grupos, a grande maioria dos membros da Igreja apoiou Brigham Young e o Quórum dos Doze Apóstolos. Sob sua liderança, a Igreja continuou firme, e ele mais tarde foi sustentado como o segundo Presidente da Igreja. A decisão de seguir Brigham Young levou à migração para o oeste (conforme indicado por Joseph Smith antes de sua morte) e ao estabelecimento da sede da Igreja em Salt Lake City, onde a Restauração prosseguiu sob direção profética contínua.
As evidências apontam que Brigham Young foi, de fato, o sucessor adequado de Joseph Smith. A Igreja liderada por ele e seus sucessores é a que mais prosperou: é a única com presença global ativa, mais de 300 templos anunciados ou em operação, dezenas de milhares de missionários em serviço, um corpo unido de apóstolos e profetas vivos, e um contínuo cumprimento da visão profética restauradora de Joseph Smith. Os frutos comprovam a árvore — e a árvore continua viva, firme e em crescimento.
Neste aspecto, é apropriado lembrar o conselho de Gamaliel: se a obra da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias for “de homens, se desfará; mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus” (Atos 5:38–39). Por quase 200 anos, essa obra tem apenas progredido — e continua a crescer num ritmo acelerado, conforme o Senhor apressa Seu trabalho nos últimos dias. Um efeito bem diferente tem acontecido com as ramificações da Igreja: estão sendo reduzidas, em crise financeira e de membros.
__________
Fontes:
- History of the Church, vol. 6, p. 629 (sobre o martírio de Joseph e Hyrum Smith).
- Saints – Volume 1: Os Pioneiros da Restauração, capítulo 44.
- Van Wagoner, Richard S., Sidney Rigdon: A Portrait of Religious Excess, Signature Books, 1994.
- Journal of Discourses, vol. 5, p. 296 (Brigham Young sobre autoridade dos Doze).
- Saints, vol. 2, capítulo 1; relatos compilados em Documentary History of the Church.
- Quinn, D. Michael. The Mormon Hierarchy: Origins of Power, Signature Books, 1994.
- Teachings of Presidents of the Church: Brigham Young, capítulo 2.
- Truman G. Madsen, Joseph Smith the Prophet, Bookcraft.
- Dados oficiais: https://newsroom.churchofjesuschrist.org
- Relatório estatístico anual da Conferência Geral.
- Doutrina e Convênios 107:23-24.
- Estimativas de filiação e atividade publicadas por grupos dissidentes e em pesquisas acadêmicas.
Comentários
Postar um comentário