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Exame de admissibilidade do Livro Selado de Mórmon

 ​O "Livro Selado de Mórmon" é uma obra que surgiu no Brasil, cujos proponentes afirmam ter traduzido uma porção anteriormente selada das placas mencionadas no Livro de Mórmon. Para avaliar a legitimidade dessa obra como escritura divina, podemos considerar três critérios fundamentais explicados no capítulo anterior.​ Origem da Revelação: A revelação deve ser recebida pelo Presidente da Igreja, que é o profeta, vidente e revelador para toda a Igreja. Não há registro de que o Presidente da Igreja tenha recebido ou autorizado a tradução ou publicação do "Livro Selado de Mórmon".​ Sustentação por Voto Comum: Para que uma nova escritura seja aceita, ela deve ser apresentada e aprovada pelos membros da Igreja por meio do princípio do "voto comum" em uma conferência geral. O "Livro Selado de Mórmon" não foi submetido a esse processo e, portanto, não foi oficialmente reconhecido ou aceito pela congregação.​ Harmonia Doutrinária: Qualquer nova revelação ...

O padrão de estabelecimento de doutrina

Todos os exemplos mencionados nos artigos anteriores * - as mudanças recentes do Presidente Nelson e o fim da restrição do sacerdócio - foram revelados ao Profeta, apresentados a Primeira Presidência e ao Quórum dos Doze Apostolos, aprovados por eles. O Élder D. Todd Christofferson, do Quórum dos Doze Apóstolos, disse: “Atualmente na Igreja, tal como no passado, o estabelecimento da doutrina de Cristo ou a correção dos desvios doutrinários é uma questão de revelação divina concedida aos que o Senhor investiu com autoridade apostólica”. [1] Ele também disse: “Com a inspiração divina, a Primeira Presidência (o profeta e seus dois conselheiros) e o Quórum dos Doze Apóstolos (a segunda maior autoridade da Igreja) deliberam em conselho para estabelecer a doutrina que se proclama constantemente nas publicações oficiais da Igreja. Essa doutrina reside nas quatro "obras-padrão" das escrituras (A Bíblia Sagrada, o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios e a Pérola de Grande Valor), decl...

Os três requisitos para novas escrituras

O primeiro requisito para admissão de uma nova escritura canonizada é que a instrução ou conhecimento deve vir do Presidente da Igreja. Desde o início da Restauração, o Senhor estabeleceu uma ordem clara quanto à revelação e à administração de Sua Igreja. Essa ordem é central para avaliar qualquer alegação de novas revelações. O profeta Joseph Smith buscou orientação do Senhor. Em resposta, recebeu a revelação registrada em Doutrina e Convênios 28, dirigida a Oliver Cowdery, que também tinha acreditado nele: Hiram Page era um dos Oito Testemunhos do Livro de Mórmon e um dos primeiros membro da Igreja. Casado com uma irmã de David Whitmer, ele fazia parte do círculo íntimo de Joseph Smith. No final de 1830, Hiram Page começou a receber supostas revelações por meio de uma pedra. Vários membros da Igreja acreditaram nele. “Ninguém será designado para receber mandamentos e revelações nesta igreja, a não ser meu servo Joseph Smith, Jun., pois ele as receberá como Moisés.”  — Doutrina e ...

Novas escrituras continuam sendo recebidas

Antes de analisar cada um desses requisitos, é importante salientar que revelações continuam sendo recebidas hoje — mesmo que a maioria não sejam canonizadas como escrituras nas obras-padrão. O Elder L. Tom Perry testificou: “Declaramos ao mundo que os céus não estão cerrados. Deus continua a revelar Sua vontade à humanidade, como em todas as épocas em que teve servos autorizados sobre a Terra.” [1] Esta é uma Igreja viva (D&C 1:30) e guiada por revelação contínua. Cremos que Deus ainda revelará "muitas grandes e importantes coisas pertencentes ao reino de Deus" (Regras de Fé 1:9). Isso pode incluir até mesmo novas escrituras no tempo e modo designados pelo Senhor (2 Néfi 29:12-14) [2]. Sabemos que muitas escrituras antigas que não temos atualmente acabarão surgindo e serão canonizadas. A porção selada do Livro de Mórmon (ver Éter 3:27; 4:6) e a “plenitude do registro de João” (D&C 93:18) são alguns exemplos mencionados nos textos sagrados. Pode ser que aconteça antes...

Novas escrituras na época de Joseph Smith

Durante seu ministério, Joseph Smith foi instrumento para a transmissão de mais de uma centena de revelações, a maioria expressa diretamente na voz do Salvador. Essas comunicações divinas, que hoje formam a maior parte de Doutrina e Convênios, eram geralmente motivadas por orações, dúvidas doutrinárias ou pela necessidade de direção em assuntos administrativos da Igreja. A primeira revelação documentada, atualmente conhecida como Doutrina e Convênios 3, foi recebida em julho de 1828, e a última foi registrada poucos meses antes de seu martírio, em 1844. Os santos dos primeiros dias reconheciam essas mensagens como distintas e sagradas, referindo-se a elas como “mandamentos” ou “revelações”, diferenciando-as dos outros textos produzidos por Joseph. Algumas dessas instruções divinas não chegaram a ser publicadas em sua época, mas hoje estão disponíveis ao público através da coleção The Joseph Smith Papers. Além das revelações formais, Joseph também compartilhou visões, proferiu sermões i...

Escrituras nos tempos da Bíblia e do Livro de Mórmon

Nos tempos do Velho Testamento, as escrituras eram recebidas por meio de profetas chamados por Deus, que falavam sob inspiração do Espírito. Adão iniciou um livr ode recordações. Nele “eram registrados os feitos de seus descendentes; também quaisquer registros semelhantes escritos, a partir de então, por profetas e membros fiéis. Adão e seus descendentes escreveram um livro de lembranças, pelo espírito de inspiração, e um livro das gerações, que continha uma genealogia (Mois. 6:5, 8).” [1] O irmão de Jarede recebeu o mandamento de escrever sua visão (Éter 3:21, 4:1). Moisés também recebeu os mandamentos diretamente do Senhor e os escreveu em tábuas de pedra (Êxodo 31:18). Depois escreveu outros registros. Instruções divinas foram por vezes registradas em rolos de pergaminho, placas, tábuas e outras formas de preservar registros. Jeremias ditava suas revelações ao escriba Baruque, que as escrevia em um livro (Jeremias 36:4). Quando o rei Jeoaquim destruiu esse livro, o Senhor ordenou qu...