Exame de admissibilidade do Livro Selado de Mórmon

 ​O "Livro Selado de Mórmon" é uma obra que surgiu no Brasil, cujos proponentes afirmam ter traduzido uma porção anteriormente selada das placas mencionadas no Livro de Mórmon. Para avaliar a legitimidade dessa obra como escritura divina, podemos considerar três critérios fundamentais explicados no capítulo anterior.​

  • Origem da Revelação: A revelação deve ser recebida pelo Presidente da Igreja, que é o profeta, vidente e revelador para toda a Igreja. Não há registro de que o Presidente da Igreja tenha recebido ou autorizado a tradução ou publicação do "Livro Selado de Mórmon".​

  • Sustentação por Voto Comum: Para que uma nova escritura seja aceita, ela deve ser apresentada e aprovada pelos membros da Igreja por meio do princípio do "voto comum" em uma conferência geral. O "Livro Selado de Mórmon" não foi submetido a esse processo e, portanto, não foi oficialmente reconhecido ou aceito pela congregação.​

  • Harmonia Doutrinária: Qualquer nova revelação deve estar em plena harmonia com as doutrinas já estabelecidas pela Igreja. Essa análise será feita no próximo capítulo. Mas deve-se dizer que o "Livro Selado de Mórmon" não foi objeto de estudo de nenhuma autoridade da Igreja até o momento.​

Como as novas revelações devem ser recebidas por meio dos canais ordenados por Deus, ou seja, através de Seus profetas devidamente chamados e autorizados o "Livro Selado de Mórmon" não atende aos requisitos estabelecidos nas escrituras e procedimentos da Igreja, estabelecidos desde a época de Joseph Smith para ser considerado escritura divina.

Ademais, é preciso afastar-se da hipotese bastante difundida pelo movimento separatista que a Igreja entrou em apostasia, e que há um segundo chamamento. Também é preciso esclarecer que o suposto tradutor do livro não é um profeta.

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