O testemunho do Espírito Santo

É de suma importância reconhecermos que “nenhuma profecia da escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:20–21). Como ensinado pelo apóstolo João, “o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Apocalipse 19:10). Este princípio é reiterado no Livro de Mórmon, quando Néfi declara: “Falamos de Cristo, regozijamo-nos em Cristo, pregamos a Cristo, profetizamos de Cristo e escrevemos segundo nossas profecias, para que nossos filhos saibam em que fonte buscar a remissão de seus pecados” (2 Néfi 25:26).

Essas passagens nos oferecem chaves espirituais fundamentais para a compreensão das escrituras: precisamos buscar o mesmo Espírito de profecia — o testemunho vivo de Jesus Cristo — que inspirou os escritores sagrados. Qualquer tentativa de interpretação (hermenêutica) desprovida da graça de Deus e da influência do Espírito Santo resultará inevitavelmente em um aprendizado superficial ou incompleto. Como Paulo advertiu, é possível estar “sempre aprendendo e nunca podendo chegar ao conhecimento da verdade” (2 Timóteo 3:7). Aqueles que olham além do marco (Jacó 4:7) que é Cristo não podem entender as escrituras.

É por meio do Espírito Santo que entendemos as escrituras como elas verdadeiramente são (Jacó 4:13). Esse dom divino vem por meio do dom de profecia e revelação, concedido a todos os que buscam com fé e retidão. Ouvir os profeta é um dom que aumenta nosso conehcimento espiritual da verdade. Receber o dom do espírito santo através dos profetas nos dá poder para saber das coisas como são.

Embora profetas e mestres inspirados possam nos guiar no processo de aprendizado, é necessário também nosso próprio esforço pessoal, diligência e pureza de coração, para que sejamos dignos de receber uma porção do Espírito de Deus.

Devemos seguir o exemplo de Alma e seus irmãos, que buscaram entender as escrituras com humildade e diligência (Alma 33). Quando estudamos dessa forma, o Espírito testifica da verdade, e somos capacitados a discernir entre a doutrina verdadeira e o erro. Esse discernimento é essencial para reconhecermos quando, por exemplo, novas revelações provêm de Deus, pois o Espírito sempre testifica da verdade e confirma as palavras que vêm d'Ele (Morôni 10:5).

Com humildade e contanto com a graça divina, podemos rogar por uma porção do Espírito Santo para que possamos discernir se o livro selado é ou não de Deus.

 

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